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Alimentação saudável na infância é a chave para um coração forte


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Atitudes certas nos primeiros anos de vida podem ajudar a prevenir doenças cardiovasculares, principal causa de morte dos adultos.


A infância é uma janela única de oportunidade para promover saúde a longo prazo. Foi a essa conclusão que chegaram pesquisadores de diversos países em uma recente publicação no periódico Journal of The American College of Cardiology. Os autores estavam em busca de estratégias para prevenir os males cardiovasculares, como a doença coronariana, que levam ao infarto e são hoje a principal causa de morte do mundo.


A equipe, liderada pelo cardiologista Valentin Fuster, da Faculdade de Medicina do Hospital Mount Sinai, nos Estados Unidos, referência no assunto, levou em conta uma centena de outros estudos já publicados sobre a saúde cardíaca e o papel das intervenções na infância. Para os autores, os pequenos são o público alvo perfeito para estratégias de prevenção eficazes.


“Por conta da plasticidade cerebral única que ocorre na infância, o período é ideal para incutir comportamentos saudáveis duradouros, que previnem doenças cardiovasculares no futuro”, explicou Fuster em comunicado à imprensa. “Educando sobre promoção da saúde logo cedo, poderemos talvez reduzir o fardo também de outras doenças”, completou.


Isso porque, além dos males do coração, hoje se sabe que diversos tipos de câncer, diabetes, hipertensão e outras doenças crônicas podem ser prevenidas ou ao menos ter seu risco atenuado com o estilo de vida adequado. Entre os fatores de risco modificáveis ainda na infância e adolescência, estão a obesidade, alimentação inadequada, sedentarismo e outros que só aparecerão mais pra frente, como fumar e ter níveis altos de gordura e colesterol na corrente sanguínea.



O impacto prático da descoberta


Apesar de se tratar de uma época tão favorável para ensinar a ter uma vida mais saudável, o estudo destaca que menos de 1% das crianças têm uma alimentação considerada ideal, e que 50% dos adolescentes não se exercitam o suficiente. A boa notícia é que corrigir isso antes da vida adulta chegar faz com que o risco de doenças seja atenuado praticamente no mesmo nível das crianças que sempre foram saudáveis.


Só que esse não é um papel apenas dos pais. Para melhorar o estilo de vida infantil, é preciso colocar em prática uma abordagem educacional que envolva diferentes esferas da sociedade. O documento cita projetos que começam na escola, outros que unem família e comunidade e, principalmente, políticas públicas que incentivem o bem estar dos pequenos.


Fonte: Bebê Abril